Manifesto

Difusão da fusão. Difusão como nos tempos em que a rádio difundia, não confundia.

Pertencemos a uma faixa geracional que (ainda) acredita no papel que a rádio pode ter enquanto meio de divulgação musical. Gravávamos os programas de que mais gostávamos em cassetes, antes de se imaginar que um dia a música seria roubada através da internet.

A nossa ambição com este projecto é voltar aos tempos em que a rádio não estava refém das editoras, em que não existiam playlists pré-programadas, em que os animadores e locutores possuíam liberdade de escolha e, por norma, bom gosto.

Música pela música e pelo que ela desperta em cada um de nós. Música de vários quadrantes, de vários países, feita por pessoas bonitas ou feias, politicamente correctas ou não. A hipocrisia não cabe neste espaço, pelo que recusamos ser formatados e, simultaneamente, recusamos formatar.

A nossa aposta passará inevitavelmente pela prata da casa (a muita música portuguesa de indiscutível qualidade que nem sempre vê os focos da ribalta apontados para si), mas almejará, sobretudo, a pluralidade, a diversidade e a fusão de estilos.

Esperamos que escutem, que gostem e que divulguem. Até porque pode ser que isto sirva para dar o salto para um emprego a sério no futuro, e um gajo precisa de dinheiro.

Obrigados.

(Diogo Andrade e Fábio Vieira Fernandes, 2010)