FÁBIO VIEIRA FERNANDES

Se tivesse de definir a sua relação com a música segundo as categorias propostas pelo Facebook, escolheria “It’s complicated” para o período da sua vida entre o nascimento (em 1988) e a adolescência (muitos anos depois).

Quando finalmente decidiu conhecer o que se fazia no mundo e que os seus colegas ouviam, decidiu também que iria ser o maior expert no assunto. Pelo menos, no seu bairro. Começou a ir a todos os concertos e festivais que ousavam pôr-se a jeito e, enquanto despachava uma licenciatura em Engenharia Informática, na Universidade do Minho, experimentou ser DJ. Não correu mal, mas as oportunidades para falhar também não abundaram.

Já na Escola Superior de Comunicação Social, onde se licenciou em Audiovisual e Multimédia, testemunhou o nascimento da ESCS FM, que ajudaria a arquitectar, e, com Diogo Andrade, concebeu o Rádio Defusão.

Após uma incursão involuntária ao perigoso mundo do marketing digital, actualmente passa os dias (e algumas noites) a deambular pelos corredores e escadarias da RTP, oferecendo os seus versáteis préstimos à Antena 3.

Fábio Vieira Fernandes @ Facebook

RITA MIRANDA (MIMI)

Geek q.b. no que toca a música, agradece à Internet — e a alguns amigos, vá — o “bom gosto” que possui. Tende a ser um pouco snobe relativamente àquilo que os outros ouvem, mas está a tentar ser mais compreensiva.

Embora ganhe a vida a fazer televisão, a Escola Superior de Comunicação Social trouxe-lhe a paixão pela rádio e a oportunidade de partilhar e falar da música de que gosta sem sentimentos de culpa por estar a aborrecer as pessoas. E trouxe-lhe também o curso de Jornalismo, já agora.

Alguns meses depois da sua primeira participação no Rádio Defusão, como convidada, aceitou o convite do Fábio para o aturar semanalmente. Mal sabia ela o que estava a fazer à sua vida. Desde logo, apanhou um bocadinho da OCD do seu companheiro radialista, e ter a biblioteca do iTunes organizada passou a ser uma pequena obsessão.

Fangirl desde 1988, acumula música que depois se esquece de ouvir e é distraída ao ponto de, não raras vezes, dar por si no silêncio porque não deu conta de que a playlist chegou ao fim.

Rita Miranda @ Facebook

CATARINA NUNES

Lembra-se de ajudar a mãe a limpar a casa ao som das cassetes do António Variações, e o primeiro CD que comprou foi o «Silence Becomes It». Este começo até parecia promissor, mas a pré-adolescência não perdoou e fê-la perder-se em playlists do Windows Media Player que a envergonhariam até hoje não fosse a desculpa da idade.

A passagem para o secundário, em 2007, significou uma mudança de escola, e o contacto com novas pessoas significou uma mudança no que punha a tocar. As revistas Blitz acumuladas, os vídeos do YouTube partilhados via Messenger e os MP3 ouvidos a par nas aulas de Filosofia ajudaram-na a conhecer um universo que tem pena de não ter começado a escutar mais cedo. A partir daí, a curiosidade pela música despertou de forma irreversível.

A licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social levou-a até à ESCS FM, que a fez descobrir que escolher música para mostrar aos outros e falar sobre ela a satisfaz muito mais do que dizer notícias ao microfone. Abandonou rapidamente os planos iniciais e, quando terminou o curso, foi estudar rádio. E comunicação digital, à cautela.

Hoje, a trabalhar na RTP enquanto gestora de conteúdos multimédia e a fazer o Rádio Defusão, tem o melhor dos dois mundos. Sobra o sonho de um dia ter o iTunes organizado e tempo para tudo o que quer ouvir, ver e saber.

Catarina Nunes @ Facebook
Identidade Sonora: Eduardo Bouças
Identidade Visual: João Carvalho