Fábio Vieira Fernandes
MONÇÃO, 1988
It’s complicated. Assim definiria a sua relação perpétua com a música se, por uma vida da ironia, tivesse de oficializá-la no Facebook.
Após uns treze anos a navegar à vista, descobriu o que os colegas andavam a ouvir e lançou-se compulsivamente a expandir horizontes enciclopédicos e empíricos. Concertos e festivais no seu caminho? Papou todos e, enquanto despachava uma Engenharia Informática na Universidade do Minho, ainda experimentou ser DJ; não correu mal, mas as oportunidades para falhar também não abundaram.
Já na Escola Superior de Comunicação Social, onde se licenciou em Audiovisual e Multimédia, testemunhou a inauguração da ESCS FM, que ajudaria a erguer, e, juntamente com Diogo Andrade, concebeu o programa/podcast Rádio Defusão, nos idos de 2010.
Dedica-se actualmente à produção, realização e edição de tudo isto, reservando os tempos livres para cirandar pela sede da RTP munido de versáteis préstimos que coloca à disposição da Antena 3.

Rita Miranda (Mimi)
CASCAIS, 1988
Fangirl e geek q.b. no que toca a música, agradece sobretudo à internet o bom gosto que possui e já tende, hoje em dia, a ser mais compreensiva e menos snobe relativamente aos gostos dos outros. Acumula cantigas que depois se esquece de ouvir e é distraída ao ponto de, não raras vezes, dar por si no silêncio porque não se apercebeu de que a playlist há muito chegou ao fim.
Embora começasse a ganhar a vida na produção de conteúdos para televisão, a Escola Superior de Comunicação Social proporcionou-lhe, além de uma licenciatura em Jornalismo, a paixão pela rádio e a oportunidade de partilhar e falar sobre aquilo que aprecia sem sentimentos de culpa por estar a aborrecer as pessoas.
No seguimento de precursoras visitas como convidada, aceitou em 2011 o desafio de realizar o Rádio Defusão (e aturar a OCD do Fábio). Mal sabia ela no que se estava a meter…

Catarina Nunes
LOURES, 1992
Lembra-se de ajudar a mãe a limpar a casa ao som das cassetes de António Variações. O primeiro CD que comprou foi Silence Becomes It. Um começo promissor, mas a pré-adolescência não perdoou e fê-la perder-se em playlists do Windows Media Player que, não fosse a desculpa da idade, a envergonhariam até hoje.
A ida para o secundário significou uma nova escola, novas pessoas, novas músicas: as revistas Blitz acumuladas, os vídeos do YouTube partilhados via MSN Messenger e os MP3 escutados a par nas aulas de Filosofia abriram-lhe um universo em que tem pena de não ter entrado mais cedo. A curiosidade despertou irreversivelmente.
O curso de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social levou-a aos microfones da ESCS FM, que a fizeram perceber que partilhar canções a satisfaz muito mais do que partilhar notícias. Terminada a licenciatura, foi estudar rádio… e comunicação digital, à cautela. Com a realização do Rádio Defusão e a gestão de conteúdos multimédia na RTP, desfruta desde 2015 do pior dos dois mundos.

Filipe Marques
LISBOA, 1985
Assiste a concertos como se não estivesse rodeado de pessoas, compra discos como se não houvesse internet e acredita que daqui a uns anos estaremos todos a falar do ressurgimento do formato CD. Nunca ninguém o viu tão feliz como quando comprou o primeiro EP dos Radiohead por demasiado dinheiro, porque já era altura.
Muito dado a ódios injustificados e a obsessões irracionais, escreve sobre música desde que fundou a webzine hiddentrack.net, em 2005, com um colega do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Em 2008, já a trabalhar em marketing digital, criou o blogue Ouve-se e, posteriormente, ainda escreveu uns artigos para o site da TSF e ajudou a enterrar o Strobe.
O envolvimento em tais projectos chamou-o várias vezes ao longo dos anos ao Rádio Defusão para dizer coisas sobre Bon Iver música. Em 2019, lá se deixou ficar, avocando não só uma quota-parte na realização como também a gestão das redes sociais, abençoado seja.

Diana Mendes
SINTRA, 1990
Tudo começou com um vício incompreendido: um álbum de Vangelis. Eram os anos 90, claro. Seguiu-se um mui vasto percurso musical, no decurso do qual passou pela música clássica e por diferentes bandas, tanto filarmónicas como de garagem. Sem sucesso.
Recebeu a sua primeira câmara fotográfica aos sete anos e nunca mais parou de fotografar. Combinando essa paixão pelas imagens estáticas com uma então recém-contraída cinefilia, licenciou-se em Audiovisual e Multimédia na Escola Superior de Comunicação Social e pelo caminho percebeu que curte bué editar vídeo.
Ainda não sabe o que quer ser quando for crescida, mas até lá vai-se dividindo e continua a investir em todas as suas vocações. Logo no dealbar de 2020, impelida a mandar bitaites sobre os concertos e os músicos dos quais habitualmente tira retratos, tomou a improvável decisão de apensar a realização do Rádio Defusão ao seu portefólio.

Joana Rodrigues (Ju)
SANTARÉM, 1988
A primeira recordação musical que guarda é de inventar uma letra própria para «Knockin’ On Heaven’s Door», versão Guns N’ Roses. Gravava cassetes com as suas cantigas preferidas e fazia o truque do lápis quando se estragavam. O primeiro CD que comprou era das Spice Girls, mas não tardou a arrebatar Fat Of The Land ao irmão.
Foi a rádio que a guiou até à Escola Superior de Comunicação Social, onde, percebendo todas as possibilidades que o mundo tinha para lhe oferecer, encadeou uma licenciatura em Jornalismo com uma em Audiovisual e Multimédia. Hoje, é uma designer que se encantou pelas cordas de um bandolim após mais de dez anos a tocar guitarra e que concluiu que também gosta de estar fora do palco a registar e a viver o que nele acontece.
Coerentemente, trata de ir manifestando quer o seu ofício quer a sua paixão assolapada pela música portuguesa a ilustrar canções no projecto Música Para Os Meus Olhos, a ser pau para toda a obra na Revista Variações e, desde 2020, a realizar o Rádio Defusão.

Mariana Monteiro
SANTA IRIA DE AZÓIA, 1997
Partilha o ano de nascimento com o mítico Cão!, dos Ornatos Violeta, e por isso acredita que o amor à música lhe estava, de alguma forma, destinado. Lembra-se de cantar Non Stop atrás dos cortinados da tia e de delirar quando aprendeu a tocar flauta doce, mas foram as aulas de guitarra aos onze anos que lhe abriram os ouvidos para novas experiências e novos gostos musicais.
A paixão inesperada pela rádio surgiu paralelamente ao curso em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social, via ESCS FM. Mais que não fosse, por ter onde tagarelar à vontade. Lá, criou o podcast Ouvido À Portuguesa, que continua a ser um dos seus maiores orgulhos.
Integra a orquestra da sua freguesia. Tem um emprego de escritório e demasiados hobbies. Em 2021, depois de já ter feito uma perninha cinco anos antes, abraçou a realização do Rádio Defusão.

João Carvalho
SEIXAL, 1989
Guru em Audiovisual e Multimédia apesar de lhe ser reconhecido só o grau de licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, é o responsável máximo pelo website em que estas palavras habitam. Além disso, deu novos mundos ao mundo do Rádio Defusão com a adição da componente visual às actuações Acústico Defusão.

Inês Marques
BARREIRO, 1991
A vida não lhe tem sorrido: depois de ter partilhado salas de aula na Escola Superior de Comunicação Social com o Fábio, partilha sala e outras divisões com o João. Rapidamente se viu impelida a dar duas mãozinhas nos vídeos Acústico Defusão, e, videógrafa extraordinaire que é, toda a gente sai a ganhar.

Diogo Andrade, que co-pariu esta chafarica; David Francisco, que ajudou a fazer acontecer desde o momento zero; Adriano Cardoso, que introduziu o amarelo nas nossas vidas; Eduardo Bouças, que nos compôs um theme de cujo calibre nunca seremos merecedores; Pedro Soares Filipe, que lá foi evitando que fizéssemos disparates ainda maiores quanto ao pormenor que é fazermo-nos ouvir em condições; Joana Jorge, que talvez devêssemos ter contratado oficialmente como produtora; os técnicos de som da RTP que tecem muitas das sessões Acústico Defusão; os responsáveis da Antena 3 e os das Operações Rádio da RTP que, tal como os da Escola Superior de Comunicação Social e os da ESCS FM no passado, depositaram sua confiança em nós; todos os co-anfitriães, autores de rubricas, repórteres, “videoestagiários” e demais indivíduos com quem já tivemos a honra de poder colaborar; todos os convidados e respectivas equipas; e, claro, todos os ouvintes, fiéis ou ocasionais, excepto o filho do Ribeiro, esse crápula.